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Guia ensina brincadeiras para familiares de crianças com paralisia cerebral

Mais que diversão, as brincadeiras podem estimular o desenvolvimento muscular e cognitivo, estreitar os laços afetivos, aumentar o domínio sobre o próprio corpo e promover ganhos na coordenação postural. Além disso, o momento pode ser uma excelente prática para diversificar os estímulos e incentivar os movimentos de crianças com paralisia cerebral, condição que pode afetar movimento, postura corporal, fala e deglutição por causa de um dano cerebral.

Para estimular a interação entre as crianças com paralisia cerebral e os familiares, o Guia de Brincadeiras para Familiares de Crianças com Paralisia Cerebral reúne nove brincadeiras para idades entre 4 e 7 anos com explicações sobre as áreas desenvolvidas, materiais necessários e como brincar. Entre as atividades estão bolhas de sabão, descobrindo textura, bola ao cesto, fantoche, boliche, modelar massas, quente ou frio e colmeia.

Um exemplo de brincadeira do Guia é o ‘O mestre pediu’, que não exige nenhum tipo de instrumento e pode promover a socialização, desenvolvimento cognitivo, coordenação motora e atenção. As habilidades são exercitadas de forma lúdica com a participação de familiares e outras pessoas do convívio da criança.

“O grupo vai escolher o mestre e todos devem reproduzir o que ele faz, como: balançar a cabeça e levantar o braço. Além disso, é possível ajudar a criança no movimento dependendo do nível de mobilidade que ela possui”, explicou Priscilla Queiroz de Lima, aluna do curso de Fisioterapia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP)  e uma das autoras da publicação.

Além disso, o material ainda traz dicas sobre como gerenciar as atividades, como estimular o movimento, como estimular e quais materiais utilizar. Outras orientações ainda abordam o posicionamento da criança e o uso do próprio corpo como suporte para ela.

O Guia foi desenvolvido como parte do projeto de pesquisa Influência dos pais na percepção de dor da criança com paralisia cerebral, que é desenvolvido por Priscilla sob orientação da Dra.  Patrícia Leila dos Santos, professora do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP-USP e co-orientação de Corina Milagro Mosqueira Taipe, que é terapeuta ocupacional e aluna do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Psiquiátrica da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP).

Importância da brincadeira para crianças com paralisia cerebral

“A brincadeira também pode ser um excelente aliado para colocar em prática os movimentos desejados e aprendidos. Apesar das limitações, as tarefas que as crianças conseguem realizar, ainda que sutis, podem ser aprimoradas com repetição e aplicação em contextos diferentes”, afirmou Priscilla.

Outro ponto importante na hora de brincar é que os pais ajudem as crianças a encontrarem a brincadeira preferida, pois a busca e o conhecimento das preferências contribuem para um ambiente de segurança e acolhimento.

“Os familiares precisam lembrar de dar liberdade para que a criança descubra quais brincadeiras e brinquedos mais gosta e incentivar nessa busca. Além disso, as informações podem ser compartilhadas com os terapeutas da criança para que as atividades possam ser utilizadas nas terapias”, completou Priscila.

Acesse o Guia de Brincadeiras para Familiares de Crianças com Paralisia Cerebral.

Acesse a notícia completa na página da FMRP-USP.

Fonte: FMRP-USP.

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