Notícia
Novos métodos de tratamento da incontinência urinária promovem a cura de até 95% dos pacientes
Novos recursos tecnológicos e atuação de equipes multiprofissionais contribuem para o avanço da urodinâmica
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Divulgação, Unicamp
O Prof. Dr. Carlos Arturo Levi D´Ancona, chefe da área de urologia funcional da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acaba de lançar o livro “Avaliação Urodinâmica e suas aplicações clínicas”. A publicação conta com 35 capítulos escritos em colaboração com 57 especialistas de renomadas instituições do Brasil e do exterior. O livro é indicado para médicos, ginecologistas, enfermeiros e fisioterapeutas que lidam no dia a dia no atendimento de pacientes com sintomas do trato urinário inferior (bexiga e uretra). A obra segue o ineditismo de outras quatro publicações coordenadas pelo grupo do professor Carlos D’Ancona nos últimos 20 anos. “Somos os únicos autores nessa área no Brasil”, destaca.
Os conhecimentos adquiridos pelo grupo nesse período, com a publicação do primeiro livro, em 1995, permitiu que profissionais de diversas áreas tivessem outra visão do trato urinário, sendo criada a subárea de urologia funcional dentro da urologia. “Passamos a tratar de crianças que fazem xixi na cama, mulheres com incontinência urinária, homens com dificuldades para urinar devido ao aumento da próstata e pacientes neurológicos com lesão medular, Doença de Parkinson, Esclerose Múltipla e com complicações decorrentes de Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, explica.
O especialista em urologia funcional da FCM destaca ainda outros avanços. “No passado, tínhamos só o tratamento cirúrgico. Hoje em dia temos tratamentos através de exercícios do assoalho pélvico, eletroestimulação, eletromodulação, novos medicamentos. O objetivo de todos esses tratamentos é possibilitar que o paciente fique continente, melhore os sintomas urinários. Sabemos que o indivíduo que perde urina sofre limitações no trabalho e na sua vida social”, comenta.
Novos recursos tecnológicos e a atuação de equipes multiprofissionais também são fatores que contribuem para o avanço da urodinâmica. Atualmente, pode-se registrar, com precisão, o funcionamento da bexiga e dos esfíncteres urinários. A integração com os ginecologistas, enfermeiras e fisioterapeutas também possibilitou melhores resultados no tratamento da bexiga neurogênica e sintomas do trato urinário inferior. O aumento da expectativa de vida está entre os desafios da atualidade para o campo da urologia, uma vez que a população idosa é a mais propensa a apresentar dificuldades no trato urinário.
“Cerca de 50% dos idosos têm algum sintoma no trato urinário. Os novos métodos de tratamento da incontinência urinária, tanto na mulher quanto no homem, podem promover a cura de 90% a 95% dos pacientes”, afirma.
Fonte: Edimilson Montalti, FCM Unicamp. Imagem: Divulgação.
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