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Medo associado a uma memória pode ser reduzido com estimulação cerebral, dizem pesquisadores italianos
Resultado de novo paradigma experimental não invasivo abre caminho para novos tratamentos para superar memórias traumáticas
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Alexandra Gorn via Unsplash
E se pudéssemos mudar o impacto negativo de uma memória que, quando lembrada, gera medo? Uma equipe de pesquisa da Universidade de Bolonha, na Itália, conseguiu desenvolver um novo paradigma experimental e não invasivo aplicado a esta questão. O resultado do estudo – publicado na revista científica Current Biology – é um protocolo inovador que combina condicionamento aversivo – ou seja, um estímulo ao qual um evento desagradável está associado, gerando assim uma memória negativa – com a neuroestimulação de uma porção específica do córtex pré-frontal.
Dessa maneira, a memória do evento aversivo é modificada de tal maneira que não gera mais medo quando é lembrada. “Usando esse procedimento experimental, que combina estimulação cerebral e reconsolidação da memória, conseguimos modificar uma memória aversiva que os sujeitos haviam aprendido no dia anterior”, explicou a Dra. Sara Borgomaneri, pesquisadora do Departamento de Psicologia da Universidade de Bolonha e primeira autora do estudo. “Este é um resultado com implicações importantes para a compreensão dos mecanismos da memória, o que também poderia nos permitir desenvolver novos tratamentos para lidar com as memórias traumáticas no futuro”.
As memórias podem ser modificadas?
No centro do trabalho dos pesquisadores está a reconsolidação, um processo que serve para manter, fortalecer e modificar as memórias que já estão armazenadas na memória de longo prazo. “Cada vez que uma memória é recuperada, ela pode voltar a ser editável por um período limitado de tempo”, explica o pesquisador Dr. Simone Battaglia, também do Departamento de Psicologia da Universidade de Bolonha e coautor do estudo. “Aproveitando esse curto espaço de tempo, o paradigma experimental que desenvolvemos consegue, portanto, interferir na reconsolidação de memórias aversivas aprendidas anteriormente”.
Para conseguir “apagar” o medo associado à memória negativa, os pesquisadores usaram uma técnica chamada Estimulação Magnética Transcraniana (TMS, da sigla em inglês) que, graças a uma bobina colocada na cabeça, permite criar um campo magnético capaz de modificar a atividade neural de áreas cerebrais específicas. A TMS é uma técnica não invasiva (não envolve operações cirúrgicas ou outras ações diretas sobre os sujeitos envolvidos) e, por esse motivo, é amplamente utilizada tanto no campo de pesquisa quanto no campo clínico e de reabilitação.
“Graças ao uso dessa técnica, conseguimos alterar a funcionalidade do córtex pré-frontal, crucial para a reconsolidação de uma memória aversiva. Dessa forma, com a TMS, conseguimos obter resultados semelhantes aos que até agora só podiam ser feitos através da administração de medicamentos”, concluiu a Dra. Sara Borgomaneri.
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Acesse a notícia completa na página da Universidade de Bolonha (em italiano).
Fonte: UNIBO Magazine, Universidade de Bolonha. Imagem: Alexandra Gorn via Unsplash.
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