Notícia

Medicamento mais eficiente contra a dor: proposta ganha prêmio

Professora da UFSM pesquisa medicamento mais eficiente contra sintomas da esclerose múltipla

Paola Brum, UFSM

Fonte

UFSM

Data

segunda-feira, 12 setembro 2016 11:30

Áreas

Farmácia. Farmacologia. Bioquímica. Biotecnologia.

A professora Dra. Gabriela Trevisan, do Departamento de Fisiologia e Farmacologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é uma das vencedoras da 11ª edição do Prêmio “Para mulheres na ciência”, da L’Oreal Brasil, em parceria com a Unesco e com a Academia Brasileira de Ciências. O projeto de pesquisa da professora, que concorreu com 400 candidatas, se propõe a descobrir medicamentos eficientes para aliviar as dores que acometem pessoas com esclerose múltipla, doença autoimune em que o próprio corpo destrói células do cérebro e da medula espinhal.

Gabriela investiga se a proteína TRPA1, encontrada em membranas neuronais e em outras células do sistema nervoso, quando inflamada, levaria a dores constantes na cabeça e nos músculos. O objetivo é desenvolver fármacos que bloqueiem a ação da proteína.

A temática da dor está presente nos estudos de Gabriela desde que ingressou na UFSM como acadêmica do curso de Farmácia, em 2005, e iniciou um estágio na área de bioquímica. Desde então, se somam 11 anos de pesquisas, mais uma vez reconhecidas. Em 2014, a pesquisadora recebeu o Prêmio Capes de Tese pelo estudo da mesma proteína, a TRPA1, porém, em ataques agudos de gota, doença que causa inflamações nas articulações.

A proteína está presente em diversas patologias. A cientista explica que a escolha da esclerose múltipla para concorrer ao Prêmio “Para mulheres na ciência” se deve à escassez de estudos acerca das dores, que comprometem a qualidade de vida do paciente. A maior parte dos estudos se volta aos problemas motores. Além disso, a doença afeta principalmente as mulheres.

“Talvez, com nosso projeto, consigamos desenvolver novos fármacos para tratar a dor, bloqueando a proteína. Já observamos que ela é importante para outros tipos de dores, testamos em outros trabalhos para dor trigeminal, que é um tipo de dor que afeta o rosto, enxaqueca. Outros grupos trabalham com a dor na diabetes. Então, é um alvo que está sendo bastante estudado. Possivelmente, dentro de poucos anos, irão surgir fármacos para a TRPA1. Se mostrarmos que ela está envolvida na esclerose múltipla, poderemos testar em pacientes e desenvolver. Essa fase é bem inicial, não sabemos quanto tempo vai demorar para chegar na clínica”, comenta a professora, que participa do concurso pela terceira vez e irá converter o valor do prêmio em equipamentos para a pesquisa.

Prêmio incentiva a presença feminina na comunidade científica

O Prêmio L’Oreal objetiva incentivar a presença feminina na comunidade científica mundial, que hoje é composta por apenas 30% de mulheres. O concurso é feito por meio de três programas: o internacional, o nacional e o International Rising Sciense. O programa internacional, L’Oreal-Unesco For Women in Science, premia cinco pesquisadoras, uma de cada região do mundo, com uma bolsa-auxílio de US$ 100 mil.

O programa nacional é composto por premiações locais em 115 países há 11 anos. As vencedoras são contempladas com bolsas para darem andamento às suas pesquisas. No Brasil, sete cientistas recebem R$ 50 mil para a pesquisa.

O programa Internacional Rising Science é o mais recente, foi criado em 2014 para intensificar a conexão entre os programas regionais e o internacional, com o objetivo de tornar as jovens pesquisadoras internacionalmente reconhecidas. São eleitas 15 cientistas por ano, de cinco regiões do mundo, para receber uma bolsa de 15 mil euros.

Existe a possibilidade de Gabriela vencer também nos programas internacionais, pois essas informações ainda não foram divulgadas. A premiação será no dia 20 de outubro, no Rio de Janeiro.

Fonte: Paola Brum e Ricardo Bonfanti, Agência de Notícias da UFSM, Imagem: Paola Brum.

 

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