Notícia
Inteligência artificial pode ajudar a detectar câncer de mama
A equipe de pesquisa destaca que ferramentas de Inteligência Artificial podem apoiar a tomada de decisões clínicas no futuro
Banco de Dados de Imagens Mamográficas OPTIMAM
Fonte
Imperial College de Londres
Data
segunda-feira, 6 janeiro 2020 14:35
Áreas
Bioinformática. Inteligência Artificial. Oncologia
Um algoritmo de computador demonstrou ser tão eficaz quanto os radiologistas humanos na detecção de câncer de mama a partir de imagens de raios-X.
A equipe internacional por trás do estudo, que inclui pesquisadores do Google Health, DeepMind, Imperial College de Londres, NHS e Universidade Northwestern, projetou e treinou um modelo de Inteligência Artificial (IA) em imagens de mamografia de quase 29.000 mulheres.
As descobertas, publicadas na revista científica Nature, mostram que a IA foi capaz de identificar corretamente os cânceres das imagens com um grau de precisão semelhante aos radiologistas especialistas, e possui o potencial de auxiliar a equipe clínica na prática.
Quando testada em um grande conjunto de dados do Reino Unido como parte do Projeto OPTIMAM, financiado pelo Cancer Research, no Reino Unido, e em um conjunto de dados menor da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, o algoritmo também reduziu a proporção de erros de triagem – onde o câncer foi identificado incorretamente ou onde não foi identificado.
Segundo os pesquisadores, o trabalho demonstra como a IA poderia ser potencialmente aplicada em ambientes clínicos em todo o mundo.
A equipe destaca que essas ferramentas de IA podem apoiar a tomada de decisões clínicas no futuro, além de aliviar a pressão nos sistemas de saúde internacionalmente.
O Dr. Dominic King, líder do Google Health no Reino Unido, disse: “Nossa equipe está realmente orgulhosa dessas descobertas de pesquisa, que sugerem que estamos no caminho de desenvolver uma ferramenta que pode ajudar os clínicos a identificar o câncer de mama com maior precisão. São necessários mais testes, validação clínica e aprovações regulatórias antes que isso possa começar a fazer a diferença para os pacientes, mas estamos comprometidos em trabalhar com nossos parceiros para atingir essa meta. ”
O professor Dr. Ara Darzi, de Denham, um dos autores do artigo e diretor do Centro de Pesquisa do Câncer do Reino Unido e do Instituto de Inovação em Saúde Global do Imperial College de Londres, disse: “Os programas de triagem continuam sendo uma das melhores ferramentas à nossa disposição para detectar o câncer precocemente e melhorar os resultados para os pacientes, mas muitos desafios permanecem, como o volume atual de imagens que os radiologistas precisam revisar.
“Embora essas descobertas não sejam diretamente da clínica, elas são muito encorajadoras e oferecem esclarecimentos sobre como essa valiosa tecnologia pode ser usada na vida real. É claro que haverá vários desafios a serem enfrentados antes que a IA possa ser implementada em programas de rastreamento mamográfico em todo o mundo, mas o potencial para melhorar a assistência médica e ajudar os pacientes é enorme”, concluiu o especialista.
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Acesse a notícia completa na página do Imperial College de Londres (em inglês).
Fonte: Ryan O’Hare, Imperial College de Londres. Imagem: Banco de Dados de Imagens Mamográficas OPTIMAM.
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