Notícia
Implantes cocleares: tecnologia preenchendo o silêncio com o som da vida
Congresso reuniu especialistas e usuários em São Paulo
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Divulgação
Fonte
Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência/SP
Data
domingo, 24 maio 2015 11:40
Áreas
Implante Coclear. Inclusão Social.
Há eventos que passam conhecimentos técnicos de suma importância para a formação profissional. Há outros que passam conhecimentos que vão além do aspecto técnico e tocam a plateia de forma muito singular. Um exemplo foi o VI Congresso Iberoamericano de Implantes Cocleares e Ciências Afins – Gicca 2015, que aconteceu no Centro de Convenções Rebouças, de 20 a 23 de maio, promovido pelo Centro de Implantes Cocleares do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP). Trata-se de um evento em que foi demonstrada a importância de coisas simples da vida, como o som do cotidiano.
Diferentemente de eventos que reúnem apenas profissionais já formados e estudantes interessados, o Gicca 2015 também reuniu pacientes atendidos pelo HCFMUSP, crianças e familiares envolvidos no tema “surdez e implantes cocleares”.
O implante coclear é uma prótese eletrônica colocada na estrutura coclear do ouvido (órgão responsável pela audição) que capta os sons externos e os transforma em sinal elétrico que é interpretado pelo cérebro como estimulo sonoro.
O Papel da Tecnologia
A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, que também é médica especializada em reabilitação, foi convidada a prestigiar o Congresso, e destacou o papel da tecnologia para que os cidadãos tomem seus lugares como protagonistas e sejam cidadãos de direitos, com capacidade de interferir na sociedade e de mudar a história de sua comunidade. “A tecnologia equipara direitos. Nenhum país pode ser verdadeiramente justo se ele não entender a singularidade de cada um de seus cidadãos. É preciso entender o que faz a política, mas é preciso acima de tudo exigir os nossos direitos, políticos e sociais”, destacou a Secretária.
Dra. Linamara lembrou, ainda, que desde 1946, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece a saúde como um direito social, elencado na terceira geração dos direitos humanos. “Como direito universal, a saúde exige cobertura universal. Cada uma das tecnologias que chegam nos permitem afirmar, com estudos econômicos, que há uma sensível redução nos gastos com saúde, ao se multiplicar as oportunidades. Ao se multiplicarem as oportunidades de atendimento, nós estamos levando mais crianças para a sala de aula, estamos formando uma nova geração de trabalhadores que vão devolver na forma de trabalho o que o estado investiu na forma de saúde”.
A Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é clara ao associar a definição de deficiência à condição presente na sociedade, sendo considerada pessoa com deficiência aquela que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.
O Início
A cirurgia de implante coclear começou a ser realizada em 1992, no HCFMUSP, com a finalidade de pesquisar a evolução de cada paciente implantado. “Observamos um resultado altamente satisfatório e quando foi assinada a portaria MS 1287, foi ampliado o número de cirurgias que atualmente já passa de mil implantes já realizados.
Realizada em pacientes que nasceram surdos ou perderam a audição por meningite, traumas, utilização de ototóxicos, entre outras causas, no início muitos pacientes infantis foram operados. Com o passar do tempo, jovens e adultos também passaram a fazer parte do quadro de implantados no HC|FMUSP, todos com resultados bastante positivos.
Fonte: Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo de SP
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