Notícia
Embriões congelados podem melhorar resultados da fertilização in vitro
Estudo internacional aponta algumas vantagens no uso de embriões congelados em mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos inférteis
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Pixabay
Fonte
Universidade Yale
Data
sábado, 17 setembro 2016 18:03
Áreas
Ginecologia e Obstetrícia. Fertilidade. Saúde da Mulher. Gravidez.
Embriões congelados podem ser mais seguros do que embriões frescos para mulheres com Síndrome dos Ovários policísticos (SOP) que usam a Fertilização In Vitro (FIV) para conceber filhos, aponta uma nova pesquisa realizada por um consórcio internacional.
A colaboração entre a Escola de Saúde Pública da Universidade Yale e a Escola de Medicina da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, e 13 universidades na China mostrou que embriões congelados podem melhorar a taxa de nascidos vivos e reduzir as taxas de síndrome de hiperestimulação do ovário e complicações na gravidez em mulheres com SOP. Os cientistas acreditam que isso acontece porque a transferência de embriões congelados permite que o ovário possa se recuperar de estimulação ovariana potencialmente prejudicial durante a fertilização in vitro.
“Esta é uma descoberta científica e clinicamente importante para a saúde reprodutiva“, disse o Dr. Heping Zhang, professor da Escola de Saúde Pública da Universidade Yale e um dos autores do estudo. “Este estudo também criou um modelo de colaboração internacional com ensaios clínicos na China“.
Outros líderes do consórcio são o Dr. Zijiang Chen, da Universidade de Shangdong na China, e Dr. Richard Legro, da Escola de Medicina da Universidade Penn State. Os resultados foram publicados na revista científica New England Journal of Medicine.
Os cientistas designaram aleatoriamente 1.508 mulheres inférteis com a Síndrome dos Ovários Policísticos na China, que estavam passando por seu primeiro ciclo de FIV para submeter-se à transferência de embrião fresco ou criopreservação de embriões seguida pela transferência do embrião congelado. Após três dias de desenvolvimento embrionário, as mulheres foram submetidas à transferência de até dois embriões frescos ou congelados.
A transferência do embrião congelado resultou em uma maior frequência de nascidos vivos após a primeira transferência do que a transferência do embrião fresco (49,3% versus 42%). As mulheres que se submeteram a transferência do embrião congelado também tiveram menor incidência de perda da gravidez (22,0%o contra 32,7%) e da síndrome da hiperestimulação ovariana (1,3% contra 7,1%).
No entanto, uma maior frequência de pré-eclâmpsia (4,4% versus 1,4%), uma condição séria da gravidez caracterizada por pressão arterial elevada, foi observada em mulheres que se submeteram à transferência do embrião congelado. Também houve cinco mortes neonatais no grupode embriões congelados, contra nenhuma no grupo de embrião fresco. Nenhum dos pacientes do estudo desenvolveu pré-eclâmpsia grave durante a gravidez e a diferença nas taxas de mortalidade neonatal não foi estatisticamente significativa.
A fertilização in vitro tem sido utilizada nos nascimentos de mais de cinco milhões de crianças em todo o mundo, mas há algumas preocupações sobre a segurança do procedimento. A gravidez com FIV está associada a maiores complicações maternas e neonatais, incluindo a pré-eclampsia, parto prematuro, baixo peso ao nascer e anomalias congênitas. Mulheres com SOP que se submetem à FIV têm maior risco para a síndrome de hiperestimulação ovariana, que pode ocorrer após a injeção de medicamentos hormonais durante a FIV.
Os pesquisadores afirmaram que os mecanismos e implicações de custos dos resultados deste estudo precisam ser melhor estudados, bem como se um benefício semelhante persiste em casais com infertilidade inexplicada,
Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
Fonte: Jennifer Kaylin, Escola de Saúde Pública de Yale. Tradução: Tech4Health. Imagem: Pixabay.
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