Notícia
Pesquisa avança na prevenção da esquizofrenia
Estudo multicêntrico usa abordagem multimodal
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Zugman et al., Schiz. Research. 2013.
A esquizofrenia tem sido considerada uma doença do neurodesenvolvimento, ou seja, causada por uma complexa interação de fatores genéticos e ambientais que se inicia ainda na vida intrauterina podendo resultar em alterações na estrutura e no funcionamento do cérebro.
Porém, em geral, os médicos só costumam entrar em contato com portadores dessa doença depois que eles manifestam o primeiro episódio de psicose – o que costuma ocorrer no início da idade adulta, quando praticamente nada mais pode ser feito em termos de prevenção.
Com o objetivo de mudar esse paradigma, um grande esforço conjunto vem sendo feito por pesquisadores de instituições como Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes (INPD) – um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O trabalho foi apresentado durante a Fapesp Week UC Davis in Brazil pelo Prof. Dr. Rodrigo Affonseca Bressan, diretor do Laboratório de Neurociências Clínicas (LiNC) da Unifesp.
“Fazendo um paralelo com as doenças cardiovasculares, hoje sabemos que muitos eventos precedem um infarto, como alterações nos níveis de colesterol e obstrução de vasos sanguíneos. A cardiologia só passou a ter impacto significativo em termos de redução de mortes e incapacitação quando começou a atuar na prevenção. Para isso, foi preciso entender o que acontecia no sistema cardiovascular antes do infarto e qual era o impacto dos fatores de risco”, disse o Dr. Bressan.
De acordo com o pesquisador, o primeiro episódio de psicose pode ser considerado a metade do processo de desenvolvimento e de cronificação da esquizofrenia.
“Há uma fase que podemos chamar de pré-mórbida ou assintomática, outra fase considerada de risco para o desenvolvimento de sintomas psicóticos e depois a evolução da esquizofrenia propriamente dita e a resistência ao tratamento”, explicou o Dr. Bressan.
Quando se estuda apenas aqueles pacientes que já têm o quadro psicótico estabelecido, acrescentou o pesquisador, torna-se impossível saber se as alterações estruturais e funcionais observadas no cérebro por meio de exames de imagem são causa ou consequência da doença.
Na tentativa de compreender melhor cada etapa de desenvolvimento do transtorno, o consórcio de pesquisa adotou uma abordagem multimodal em todos os estágios da doença, que consiste em avaliar diferentes conjuntos de pessoas (coortes) por metodologias variadas. São usados recursos como ressonância magnética estrutural e funcional, análises epigenéticas (expressão gênica e metilação de DNA), de marcadores inflamatórios e neuroprotetores, além de análises cognitivas e comportamentais.
O trabalho conta com apoio da Fapesp por meio do projeto “Prevenção na esquizofrenia e no transtorno bipolar da neurociência à comunidade: uma plataforma multifásica, multimodal e translacional para investigação e intervenção”, coordenado por Bressan.
“Dessa forma é possível ver as alterações cerebrais nas diferentes etapas da doença e entender como o ambiente pode estar modulando os genes que por sua vez modulam a estrutura cerebral. E também observar se essa modulação progride com o avanço da doença”, afirmou Bressan.
Paralelamente, vêm sendo realizados estudos para validar biomarcadores que auxiliem no diagnóstico precoce da doença, tais como a enzima Ndel1 (Nuclear distribution element-like 1), envolvida diretamente na migração neuronal.
Leia mais na reportagem da Fapesp.
Fonte: Karina Toledo, Agência Fapesp. Imagem: Zugman et al., Schiz. Research. 2013.
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