Notícia

Avaliação de resultados de cirurgia bariátrica

Pesquisadores de enfermagem do Ceará avaliam resultados pós-cirúrgicos em pacientes obesos


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Fonte

Revista Gaúcha de Enfermagem

Data

sábado, 23 maio 2015 12:45

Áreas

Enfermagem. Cirurgia Bariátrica.

Profissionais de enfermagem e pesquisadores do Ceará publicaram, na edição de março de 2015 da Revista Gaúcha de Enfermagem, estudo sobre a avaliação de resultados da cirurgia bariátrica em pacientes obesos. O estudo foi coordenado pela Profa. Dra. Joselany Caetano, da Universidade Federal do Ceará (UFC) e pelo Prof. Dr. Thiago de Araújo, do Departamento de Enfermagem da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB), com a participação das enfermeiras Lívia Barros e Natasha Frota, doutorandas da UFC, e da mestre em enfermagem Rosa Moreira.

Atualmente, a cirurgia bariátrica é a melhor opção de tratamento para a obesidade mórbida, complementando a prática de outras terapias para o controle de peso e de comorbidades associadas ao excesso de adiposidade. Além de proporcionar uma perda ponderal sustentável, a longo prazo, esse procedimento cirúrgico também melhora o metabolismo do indivíduo com a resolução de diversas doenças, bem como favorece o bem-estar biopsicossocial”, dizem os pesquisadores. Porém, é bom lembrar que existem restrições para a realização da cirurgia bariátrica, que não se aplica a todos os casos: “Esse tratamento deve ser indicado para indivíduos que apresentam Índice de Massa Corporal (IMC) ≥ 40 kg/m2 ou ≥ 35 kg/m2 que apresentam alguma comorbidade, estão motivados e bem informados com as mudanças no estilo de vida necessárias após a cirurgia.” Logicamente, a qualidade dos resultados também depende do envolvimento e adesão do paciente com as práticas necessárias após a realização a cirurgia: “Os bons resultados obtidos durante os primeiros anos devem ser vistos por esses pacientes como o estímulo necessário para mudar os seus hábitos de vida. Assim, os incentivos iniciais motivados pela perda de peso devem ser direcionados para a prática de atividades físicas, alimentação saudável e acompanhamento no pós-operatório para garantir a persistência dos resultados favoráveis   obtidos.”

No processo de avaliação dos resultados da cirurgia, é necessário o acompanhamento dos pacientes para a avaliação de alguns parâmetros importantes: “Para a avaliação do sucesso do tratamento, é necessário um acompanhamento periódico após a intervenção cirúrgica que deve incluir a análise da perda de peso, as mudanças nas comorbidades e na qualidade de vida, a ocorrência de complicações e reoperações. A perda de peso é considerada um dos principais parâmetros para definir o sucesso da cirurgia, sendo consenso entre pesquisadores que o critério para esta avaliação é o percentual de Perda do Excesso de Peso (%PEP) de pelo menos 50% com a manutenção ponderal ao longo dos anos.”

Pacientes analisados e técnicas cirúrgicas

No artigo científico, os pesquisadores definem o método que foi utilizado para a análise: “Foi realizado um estudo transversal entre novembro de 2011 e junho de 2012 em um hospital referência em cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Ceará, Brasil. A população-alvo foram 570 pacientes do Programa de Obesidade do Estado do Ceará, que estavam vivenciando o pós-operatório da cirurgia bariátrica. O pós-operatório tardio inicia-se após sete dias da realização da cirurgia, o qual representa o tempo de cicatrização e prevenção das complicações, podendo durar semanas ou meses após cirurgia. A amostra foi por conveniência, sendo composta por 92 pacientes e compareceram para a realização de consultas com a equipe multidisciplinar no período de coleta de dados. Os critérios de inclusão foram: a) idade superior a 18 anos; b) estar vivenciando o pós-operatório há, no mínimo, três meses.” Quanto às comorbidades, “Dos 92 pacientes, 59,8% (55) apresentavam comorbidades no período pré-cirúrgico e, destes, 40% (22) apresentavam mais de uma comorbidade, fortalecendo o fato de que a obesidade é um fator de risco para a ocorrência de diversas doenças associadas.”

A maioria dos pacientes seguidos no estudo foi do sexo feminino, com média de idade de 40 anos: “Dos 92 pacientes deste estudo, observou-se que houve um predomínio do sexo feminino com uma frequência de 82,6% (76). Com relação à idade, 33,7% (31) dos pacientes encontravam-se faixa etária de 29 a 38 anos, representando o maior percentual, e a média de idade foi de 40,53 ± 10,03 com uma variância que abrange de 22 a 70 anos. Verificou-se que 43,4% (40) estavam com 7 a 24 meses de pós-operatório, o que representa período de maior perda de peso. Com relação à técnica cirúrgica, 53,3% (49) dos pacientes foram operados por videolaparoscopia, enquanto que, em 46,7% (43), a cirurgia foi do tipo aberta ou convencional. Na instituição em que foi realizada a pesquisa, a técnica cirurgica utilizada é a de Fobi-Capella, sendo por laparoscopia ou aberta até o ano de 2010 e, atualmente, somente por via laparoscópica. Assim, justifica-se a predominância do tipo videolaparoscopia nos resultados apresentados nesse estudo.”

Resultados

Os resultados do sucesso das cirurgias nos pacientes avaliados ficaram entre “bom” e “excelente”, confirmando outros resultados da literatura científica. Isso significa que houve uma redução significativa da condição de obesidade, mesmo que os pacientes ainda tenham permanecido obesos: “A presença ainda de obesidade grau II em 15,2% (14) dos pacientes e obesidade grau III em 6,5% (6) no período do pós-operatório está relacionada ao fato de que indivíduos superobesos com IMC acima de 55 kg/m2 conseguem perder peso e reduzir seu IMC para o nível de obesidade para outro grau menor, sendo importante essa conquista, pois o alcance desse nível é importante quando comparado ao estado de superobesidade. No pós-operatório, o IMC mínimo foi de 23,8 kg/m2 e o máximo de 49,8 kg/m2, sendo o IMC médio de 31,3 ± 5,0 kg/m2. Verificou-se uma diferença de 15,9 kg/m2 no IMC dos participantes entre os períodos de pré e pós-operatório (p<0,001).”

Finalmente, os autores do estudo destacam a importância das ações da equipe de enfermagem principalmente no pós-cirúrgico: “os cuidados de enfermagem são essenciais, principalmente durante o período pós-operatório, visto que é o primeiro momento de adaptação do paciente ao novo estilo de vida. É fundamental que o enfermeiro amplie a sua participação nos cuidados, sendo a orientação sobre as mudanças no estilo de vida, um fator essencial para o sucesso da cirurgia e bem estar do paciente.”

Leia mais no artigo completo.

Fonte: Frota, N.M. ; Barros, L.M. ; Moreira, R.A.N. ; Araújo, T. M. ; Caetano, J.A. Avaliação dos resultados de cirurgia bariátrica. Revista Gaúcha de Enfermagem, vol. 36, n.1, p. 21-27, 2015.

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